Dilma rebate acusação de jornal

7 de julho de 2009 at 8:26 am Deixe um comentário

Além do explorado caso do Sarney na casa, um dos episódios mais polêmicos envolvendo o governo brasileiro, é a suposta ficha da Ministra Dilma Roussef no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A ministra rebateu as acusações dizendo que o jornal valeu-se de uma ficha fria. O jornal por sua vez, falou que não podia garantir a veracidade do documento.

Segundo informações, Dilma havia enviado ao jornal dois laudos contratados por ela, junto a peritos da Universidade Nacional de Brasília (UnB) e Unicamp. O jornal insistiu que não poderia garantir que a ficha era falsa, por não ter o original para comparar – um contra-senso que, levado ao pé da letra, legitimaria qualquer falsificação.

Luís Nassif, colunista do Último Segundo, solicitou junto a ministra essa ficha. De acordo com ele, as conclusões são inequívocas e desmentem o jornal.

LAUDOS

O laudo da Unicamp é assinado por Siome K. Goldenstein e Anderson R. Rocha, do Instituto de Computação:

“A imagem publicada na Folha Online não é a mesma publicada pelo jornal.
A imagem foi digitalmente fabricada. A foto foi recortada de uma outra fonte, o texto foi adicionado posteriormente de forma digital e é improvável que qualquer parte da ficha tenha sido escaneada do Arquivo Público de São Paulo – onde a ficha estaria depositada, segundo a Folha.
A moldura da ficha foi scaneada (copiada através de uma máquina scanner). Já a foto de Dilma foi colocada digitalmente. Na foto, os pixels (pontos que compõem a imagem)são exatamente iguais. A probabilidade de isso ocorrer em uma foto convencional é de 10 elevado a 30.000. Para efeito de comparação, a possibilidade de duas pessoas terem o mesmo DNA é de 10 elevado à 12ª potência”.

O laudo da UnB “analisou três sites que tinham a tal ficha. E se baseou naquele que tinha melhor resolução, o Viomundo. Na sua resposta, a Folha disse que o laudo se baseou na foto de um site que costuma criticar a imprensa – argumento tolo, já que o laudo concluía que as três fichas tinham a mesma procedência.
Comparou as impressões digitais da ficha original, do DOPS, com os da ficha falsa. Constatou que eram diferentes. A probabilidade de serem iguais era de zero.
Analisando as bordas da ficha, constatou que as duas dobras eram exatamente iguais, possivelmente usando o chamado efeito espelhado.
Foram utilizadas as fonte MS San Serif (do sistema operacional Windows) e Courier (BM). Em alguns casos, foram colocadas letras desalinhadas (como o S), mas também de forma digital, porque todas as letras S são idênticas.”

“Antes disso, leitores do meu Blog (www.luisnassif.com.br) já tinham chegado à mesma conclusão. Como André Borges Lopes, em um trabalho detalhado sobre a foto”. Na avaliação de André, ele duvida “que surja algum especialista sério no mundo capaz de afirmar que existe alguma chance, remota que seja, dessa ficha ter sido originada pelo escaneamento de um documento físico. Mas a Folha não precisa gastar dinheiro com especialistas. É bem possível que qualquer estagiário do departamento de arte do jornal seja capaz de desmascarar esse engodo.”

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