governadores e prefeitos cobram renegociação de dívidas do governo

18 de março de 2009 at 8:08 am Deixe um comentário

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Por Flávia Ferreira

Com base na queda dos juros prevista para os próximos meses, governadores e prefeitos decidiram cobrar do governo federal uma nova renegociação das dívidas dos Estados e dos municípios com a União. Já estão sendo discutidas formas de se realizar Em pelo menos 13 das 27 unidades da federação, já estão sendo discutidos meios de se realizar esse novo acordo. “Não tem cabimento agora Estados e municípios pagarem juros maiores do que aquele que passou a prevalecer”, afirmou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se referindo à possibilidade de que, pela primeira vez em mais de 10 anos, os juros cobrados dos Estados sejam inferiores à taxa Selic.

Para o governador paulista, a taxa básica de juros precisa cair ainda mais e essa discussão sobre as dívidas públicas terá de acontecer. Segundo Serra, esse seria um problema que já apareceu ou vai aparecer, na medida em que os juros declinam. “E quero dizer que é necessário que os juros declinem para que a economia brasileira não continue nesse mergulho para baixo”.

Hoje, seguindo a medição da Fundação Getulio Vargas, o custo da dívida renegociada é de 6% ao ano mais correção pelo Índice Geral de Preços- Disponibilidade Interna (IGP-DI). Se a Selic, taxa básica de juros da economia. ficar abaixo de 6% ao ano, descontada a inflação, os governos estaduais e municipais estarão subsidiando a União. Sendo assim, o custo das dívidas renegociadas será maior do que o Tesouro Nacional paga para captar dinheiro no mercado.

Estados

O secretário estadual da Fazenda da Bahia, Carlos Martins, afirma que o governador Jaques Wagner (PT) é favorável à renegociação dos contratos, “mas sem rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal”. Em São Paulo, na Bahia e em Mato Grosso, os governos defendem redução das parcelas mensais de pagamento da dívida. Outros Estados que confirmaram que defenderão uma nova renegociação das dívidas são Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), se declararam indecisos. Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, ambos do PMDB, declaram-se contrários à ideia de renegociar os contratos das dívidas dos Estados com a União.

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