Dilma rebate acusação de jornal
Além do explorado caso do Sarney na casa, um dos episódios mais polêmicos envolvendo o governo brasileiro, é a suposta ficha da Ministra Dilma Roussef no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A ministra rebateu as acusações dizendo que o jornal valeu-se de uma ficha fria. O jornal por sua vez, falou que não podia garantir a veracidade do documento.
Segundo informações, Dilma havia enviado ao jornal dois laudos contratados por ela, junto a peritos da Universidade Nacional de Brasília (UnB) e Unicamp. O jornal insistiu que não poderia garantir que a ficha era falsa, por não ter o original para comparar – um contra-senso que, levado ao pé da letra, legitimaria qualquer falsificação.
Luís Nassif, colunista do Último Segundo, solicitou junto a ministra essa ficha. De acordo com ele, as conclusões são inequívocas e desmentem o jornal.
LAUDOS
O laudo da Unicamp é assinado por Siome K. Goldenstein e Anderson R. Rocha, do Instituto de Computação:
“A imagem publicada na Folha Online não é a mesma publicada pelo jornal.
A imagem foi digitalmente fabricada. A foto foi recortada de uma outra fonte, o texto foi adicionado posteriormente de forma digital e é improvável que qualquer parte da ficha tenha sido escaneada do Arquivo Público de São Paulo – onde a ficha estaria depositada, segundo a Folha.
A moldura da ficha foi scaneada (copiada através de uma máquina scanner). Já a foto de Dilma foi colocada digitalmente. Na foto, os pixels (pontos que compõem a imagem)são exatamente iguais. A probabilidade de isso ocorrer em uma foto convencional é de 10 elevado a 30.000. Para efeito de comparação, a possibilidade de duas pessoas terem o mesmo DNA é de 10 elevado à 12ª potência”.
O laudo da UnB ”analisou três sites que tinham a tal ficha. E se baseou naquele que tinha melhor resolução, o Viomundo. Na sua resposta, a Folha disse que o laudo se baseou na foto de um site que costuma criticar a imprensa – argumento tolo, já que o laudo concluía que as três fichas tinham a mesma procedência.
Comparou as impressões digitais da ficha original, do DOPS, com os da ficha falsa. Constatou que eram diferentes. A probabilidade de serem iguais era de zero.
Analisando as bordas da ficha, constatou que as duas dobras eram exatamente iguais, possivelmente usando o chamado efeito espelhado.
Foram utilizadas as fonte MS San Serif (do sistema operacional Windows) e Courier (BM). Em alguns casos, foram colocadas letras desalinhadas (como o S), mas também de forma digital, porque todas as letras S são idênticas.”
“Antes disso, leitores do meu Blog (www.luisnassif.com.br) já tinham chegado à mesma conclusão. Como André Borges Lopes, em um trabalho detalhado sobre a foto”. Na avaliação de André, ele duvida “que surja algum especialista sério no mundo capaz de afirmar que existe alguma chance, remota que seja, dessa ficha ter sido originada pelo escaneamento de um documento físico. Mas a Folha não precisa gastar dinheiro com especialistas. É bem possível que qualquer estagiário do departamento de arte do jornal seja capaz de desmascarar esse engodo.”
Add comment 7 07UTC julho 07UTC 2009
Mais um segredo do Senado
O presidente do Senado Federal, José Sarney, (PMDB-AP), foi quem deu carta branca para Agaciel Maia conduzir o dinheiro do plano de saúde dos servidores. Esses que foram depositados em três contas paralelas sem nenhuma fiscalização.
Segundo a denuncia, em conjunto as contas já tinham cerca de R$ 160 milhões. “Sarney autorizou em 2005 o então diretor-geral da Casa a contratar sem licitação hospitais, médicos e demais entidades e profissionais que integram a rede do plano de saúde dos funcionários”.
Além disso, Agaciel movimentou durante anos sem fiscalização, sendo apenas fiscalizado por uma comissão interna fantasma. Essa comissão não se reúne a cerca de 5 anos, uma vez que é formada por funcionários que deixaram o senado e um que já está morto.
Nomeado por Sarney em 1995, Agaciel só foi afastado do cargo após a Folha de São Paulo revelar a casa de R$5 milhões que ele mantinha escondida.
Add comment 7 07UTC julho 07UTC 2009
As facetas da crise
Por Flávia Ferreira
Diferente do que previu Karl Marx em sua explanação sobre o regime capitalista, ele teria sua queda e seria renovado por um outro sistema, mais justo e igualitário. No entanto o que se viu na década de 30 e se tem visto neste século é o fortalecimento cada vez maior desse sistema. É a comprovação de um regime que não está na sintonia necessária. A intenção da política deles é salvar o sistema e restaurar sua capacidade de continuar explorando os trabalhadores.
Mil novecentos e vinte e nove é um ano de profunda crise econômica, só comparável na experiência republicana anterior à gigantesca crise da década de 1890, que só acabou com o enorme esforço de ajustamento do período Campos Sales sob a tutela financeira britânica. Tem-se em 29 uma crise do café, uma inflação em alta e, especialmente, uma crise fiscal.
Add comment 25 25UTC maio 25UTC 2009
Carlos Minc defende classificação da homofobia como crime
O Dia Mundial de Combate à Homofobia e pela Paz foi comemorado com uma passeata, realizada neste domingo, no Rio de Janeiro. Essa lutava pelos direitos dos homossexuais viverem sua escolha sexual sem repressão e contou com a presença do ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc. Ele defendeu a aprovação de uma lei que tipifique a homofobia como crime no Brasil e era a única autoridade presente na marcha. “A homofobia já foi classificada como crime em algumas leis estaduais, mas não ainda na legislação nacional”, afirmou Minc, disse Minc.
Atualmente está em trâmite no Congresso um projeto de lei que considera a homofobia um crime e prevê penas para pessoas com comportamentos ou atitudes homofóbicas. Com base nisso, cerca de 50 pessoas foram reunidas na praia de Ipanema e desfilaram com cartazes que condenavam a discriminação.
O Dia Mundial de Combate à Homofobia foi adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com a finalidade de comemorar a decisão do orgão de retirar o homossexualismo do calendário internacional de doençaspara comemorar a decisão adotada pelo órgão em 17 de maio de 1990 de retirar o homossexualismo da classificação internacional de doenças.
Add comment 18 18UTC maio 18UTC 2009
Presidente da Petrobras se explica no Senado
Por Flávia Ferreira
“A CPI é um instrumento para analisar fato concreto. Uma CPI que investiga sem fatos concretos é uma CPI que permite servir como palco para grandes denúncias de tudo que pode acontecer”, disse o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a jornalistas durante visita ao Senado. Essa declaração veio em resposta ao desejo do Senado de instaurar uma CPI que investigasse a Petrobras. Segundo denuncias da imprensa, a estatal teria feito manobras contábeis para economizar 4 bilhões de reais no pagamento de impostos, conforme denúncia da imprensa.
Mesmo com as acusações, o presidente disse que essa comissão poderia trazer resultados negativos para a empresa. “Isso é coisa que tem consequências muito negativas para a Petrobras e para qualquer empresa, qualquer cidadão. As consequências de uma CPI sem fato concreto são muito graves”, reiterou.
Partindo desse pressuposto, a oposição no Senado decidiu abolir a instalação da CPI. Outrora, os senadores convocaram o presidente da Petrobras para explicar supostos procedimentos irregulares da empresa com o pagamento de impostos e fraudes em licitações. No entanto, Gabrielli nega que a empresa tenha realizado essas manobras e se disse disposto a prestar todo e qualquer esclarecimento. “O que fizemos não foi diferente de uma antecipação. É como, por exemplo, a restituição do Imposto de Renda para a pessoa física”, argumentou.
Anterior a votação, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que é possível evitar a investigação parlamentar. “Nem sempre CPI é solução para tudo. Se o que se quer saber é informação concreta, isso pode ser feito em audiência pública em que o presidente da Petrobras comparece e responde a todas as perguntas”, disse Lobão após encontro com Lula. Acrescentou ainda que uma CPI pode prejudicar a imagem da Petrobras no exterior.
Add comment 14 14UTC maio 14UTC 2009
Igualdade em discussão
Por Flávia Ferreira
“Nova Iguaçu é uma cidade negra”, disse Lindberg Farias na II Conferência Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Nova Iguaçu, no Espaço Cultural Sylvio Monteiro. Esse evento está sendo realizado no dia 8 e 9 e visa discutir sobre a política Municipal de Promoção da Igualdade Étnico-Racial. Essa conferência é promovida pela COPPIR (Coordenadoria de Política de Promoção da Igualdade Racial).
Para participar do evento, foram convidados entidades da sociedade civil organizada, tais como: Afoxé Maxambomba, Pé-de-Moleque, Fundação Santa Sara Kali, Grupo Gestar, Enraizados, Rede de Mulheres de Nova Iguaçu, Leafreo, entre outros. Além das secretarias municipais de: cultura, trabalho, Educação, Saúde e Assistência Social e Prevenção da Violência.
Add comment 8 08UTC maio 08UTC 2009
Sem direito a outra chance

Por Flávia Ferreira
Aprovada pelo Congresso do Colorado no mês anterior, a proposta de abolição da pena de morte foi recusada pelo Senado do Colorado, (EUA). Segundo a imprensa local, isso ocorreu porque quatro senadores democratas votaram junto com os replucanos contra essa lei. Sendo assim, ela não passou pela Câmara Alta.
De acordo com os partidários que apresentaram o projeto de lei, seria mais importante “encontrar e processar os assassinos que continuam soltos do que executar aos condenados”. Esse projeto foi aprovado em abril com diferença de um voto
Visando aprovar o projeto, os promotores do Colorado propusram manter a pena de morte, ou pena capital, como opção para os crimes monstruosos.
Esse tipo de punição foi estabelecida pela Suprema Corte americana, em 1976, e é a punição seguida por grande parte dos estados do país. Atualmente, 35 dos 50 estados do EUA.
Add comment 7 07UTC maio 07UTC 2009
Lei para divulgar gastos públicos
Por Flávia Ferreira
Não tem como escapar da divulgação dos gastos públicos. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que obriga a divulgação dos gastos previstos e realizados nos orçamentos da União, estados, Distrito Federal e municípios. O projeto foi aprovado no dia 5 e seguirá para sançãodo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.De acordo com o projeto, a divulgação seria feita em tempo real por meio da internet. Recebendo a sanção, a União, estados e municípios com mais de cem mil habitantes, terão obrigação de cumprí-la em um prazo de um ano, que se estende para os que tem até 50 mil habitantes. Nesse caso, o tempo de adaptação a nova lei será de quatro anos.
Visto isso, qualquer orgão público, privado, pessoa física, partido político, associação e sindicato pode denunciar aos Tribunais de Contas dos estados ou ao Ministério Público o descumprimento da lei, se ela entrar em vigor.
(fonte:G1)
Add comment 6 06UTC maio 06UTC 2009
Crônicas de Jabor
Por Flávia Ferreira
Lendo uma das tantas crônicas de Arnaldo Jabor, pude nortar o quanto nós, mulheres, estamos nos vendendo para a sociedade capitalista. São MLs e mais MLs de silicone; furos e mais furos de agulhas; lipo aqui, lipo ali; a cadia dia estamos nos entregamos mais um dito pradão de beleza, estabelecido por pessoas e em momentos que nem sabemos ao certo.
Add comment 4 04UTC maio 04UTC 2009
Teatro do Oprimido perde seu fundador
Augusto Boel morre na madrugada deste Sábado
Por Flávia FerreiraFoto: André Teixeira (O Globo)
Morre, na madrugada deste sábado (2), um dos maiores dramaturgos brasileiro. Augusto Boal, percursor do teatro do oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, morre de insuficiência respiratória. Aos 78 anos, Boel inspirou legiões com a arte pela qual era apaixonado, o teatro. Ele fundara também o Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio), em 1986. O corpo do diretor está sendo cremado nesse momento, no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio.
3 comments 3 03UTC maio 03UTC 2009


